OOlhar Crítico

August 26, 2009

Novos tempos

Filed under: Música, Poesia, Texto, Uncategorized — Lauro Gryon @ 1:05 am
Tags: , , , , ,

Cada vez mais venho a perceber como os acontecimentos, comportamentos, cenários, as ações de um modo geral são extremamnte dinâmicas. Dentro desta ótica desenvolvi uma música de nome “Novos tempos” retratando diversos momentos de mudanças contínuas e o quão necessárias são estas mudanças. Mudar frequentemente é a essência de viver, pois só à morte está fadada à eternidade estática.

Novos Tempos

A vela mudou de rumo no mar:
ventos sopraram noutra direção;

Camaleões tomam novas cores:
predadores se aproximarão;

Relevos ganham ares distintos:
calor ardente e ocupação;

Modismos são bregas em um piscar:
Tendências vem e somem no verão;

Discursos já não são mais os mesmos:
adaptaram-se a situação;

Olho, por diante, certo contemplar:
agora vejo mais do que razão.

Muda, transforma, surge nova …
renovação
Novos tempos: claros, cinzentos …
a cada estação

Muda, transforma, surge nova …
renovação
Novos tempos: claros, cinzentos …
a cada estação

Novos tempos: claros, cinzentos …
a cada estação

Novos tempos: claros, cinzentos …
a cada estação

Estanque, estão os mortos.
Avante, nas incertezas.
Novos tempos, são meus votos.
Infante, marchando, seja!

April 20, 2008

Ser ruim

Filed under: Clip, Crônica, Uncategorized — Lauro Gryon @ 5:42 pm
Tags: , , , , , , , , ,

O que é ser ruim? Se há resposta, então o que é ser bom? O que é bom pode ter algo de ruim? Se há um misto dos dois sempre presentes, não podemos classificar entre bom ou ruim? Ou classificamos a partir do que é mais presente, mesmo que nunca ocorra a totalidade de um lado?

Com estas perguntas me indaguei após ouvir algumas músicas de Rogério Skylab. Aparentemente ao analisar, sobretudo as letras das canções, o ouvinte diria que tratasse de um trabalho de baixíssima qualidade. Mas, uma música existe somente a partir de uma letra? Não há melodia? Harmonia? Acordes? Mensagem? Métrica? Técnica? Feeling? Performance?

As variáveis são tantas que percebo: nós julgamos a qualidade das coisas apenas pelos sinais que nos chamam mais atenção, daí a diversidade de gostos e preferências (sejam musicais, literárias, estéticas, etc), já que o processo de identificar e assimilar o que se observa é extremamente pessoal. Então, penso que o gostar sempre é imparcial, nunca pondera todos os lados, nem se quer os enxerga em plenitude.

É bem verdade que Rogério Skylab tem a proposta de fazer músicas sob um aspecto cômico, tragicômico, e muitas daz vezes passa do limite quando narra por exemplo histórias de homossexualismo, assassinato, doenças terminais e deficiências físicas. Contudo, analisando especificamente a música “Parafuso na cabeça” podemos identificar pontos positivos também.

Vendo o clipe, a começar há um solo de guitarra criativo e cativante; o baixo paralelamente faz uma marcação harmoniosa e variante. A letra pode não ser uma obra prima, porém as palavras são bem escolhidas, são sonoras e encaixam bem nas passagens da música. Por fim, a mensagem transmitida é um dos pontos mais altos, tendo em vista que é lúcida como muitas músicas sérias não são.

Ou seja, definir o que é ruim ou não, está muito mais situado no que buscamos achar do que no que realmente as coisas sejam. Cabe então o trabalho de um verdadeiro garimpeiro, explorando universos dos mais diversificados e filtrando aquilo que nos convém. No caso da música, ouvir todos os discos, ultrapassar a barreira das rádios e selecionar o que for de agrado é o melhor meio. Um meio sem restrições de nome ou gênero, um meio que vai direto à unidade do registro sonoro.

Lauro Gryon
oocritico@yahoo.com.br

… (essa postagem ainda será finalizada)

Blog at WordPress.com.